A variação da cesta básica em Curitiba foi negativa em setembro, se comparada ao mês anterior. De acordo com os dados divulgados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), houve queda de 0,38%. A cesta básica que custava R$ 120,79 passou a custar R$ 120,33. Mesmo com a queda de preço, a variação da cesta básica neste ano já chega a 10,3%.
Os produtos que mais colaboraram para que o valor da cesta básica permanecesse alto em Curitiba durante os primeiros nove meses do ano foram o feijão (que apresentou alta de 140,3% entre janeiro e setembro), a farinha de trigo (50%), o óleo de soja (45,6%), o pão (24,9%) e o arroz (16,1%). ''O aumento do feijão neste ano foi resultado da escassez da oferta e do baixo preço praticado no ano passado o que acabou desestimulando o plantio. A previsão para o próximo semestre é que os preços continuem aumentando'', explicou o supervisor técnico do Dieese, o economista Cid Cordeiro.
No caso da farinha de trigo, a alta foi motivada pela alta do dólar e pelo mercado internacional. ''A produção interna atende apenas 30% do consumo e o Brasil precisa do trigo importado, principalmente da Argentina. Por essa razão, tanto a farinha de trigo quanto o pão apresentam aumento'', destacou Cordeiro.
Tiveram queda de preço no mês de setembro o tomate (-21,5%), a banana (-8,3%), a batata (-7,9%), o leite (-5,1%) e a manteiga (-4,77%). Já no ano, tiveram as maiores quedas de preço o tomate (-22,2%), o café (-20,2%) e a banana (-20,8%).
Dados do Dieese revelam que o custo atual da alimentação para uma família curitibana (formada por um casal e duas crianças) foi de R$ 360,99 no mês de setembro. O custo de uma cesta básica na capital paranaense é de 72,4% do salário mínimo líquido, calculado em R$ 166,23. Com a queda deste mês, Curitiba apareceu na pesquisa como a terceira capital que apresenta a cesta básica mais cara do País. As cidades que tiveram preços superiores foram Porto Alegre (R$ 128,18) e São Paulo (R$ 125,01).

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