O preço da cesta básica em Londrina aumentou 18,25% nos últimos 12 meses. No dia dois de janeiro de 2007, o kit composto por 13 produtos custava R$ 148,92 para uma pessoa e R$ 446,76 para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças). Na última pesquisa realizada, os valores foram de R$ 176,09 e R$ 528,28, respectivamente.
Segundo o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador do levantamento mensal realizado por alunos do curso de Administração de Empresas da faculdade Metropolitana Iesb em 10 supermercados da cidade, dos 13 itens apenas três apresentaram queda - açúcar (36%), carne (4,98%) e arroz (3,81%). Os alimentos que mais puxaram a alta foram feijão (242,21%), batata (86,12%) e margarina (30,02%).
Na avaliação mensal, em dezembro a cesta básica registrou alta pela quinta vez consecutiva. O reajuste foi de 4,85% em relação ao mês anterior. Em novembro, a pesquisa apontou reajuste de 5,65%. Os produtos que contribuíram para a alta foram tomate (126,16%), feijão (26,06%), banana (14,75%), óleo de soja (12,49%), café (9,49%), margarina (8,37%), pão (2,84%) e leite tipo C (2,58%). Já a carne (- 11,62%), a batata (- 7,59%), a farinha (-5,26%), o arroz (-2,56%) e o açúcar (- 0,42%) apresentaram queda. ''Caso o preço da carne não tivesse caído, o custo da cesta básica seria ainda maior'', analisa o economista.
De acordo com Santos, fatores climáticos (calor excessivo) e a alta demanda devido às festas de final de ano explicam a majoração do tomate. Já as sucessivas altas do feijão, segundo o economista, devem-se à entressafra e à ausência de um estoque para regular o preço da leguminosa. ''A tendência é que com o início da safra o produto tenha redução a partir de fevereiro'', projeta o especialista.
Em dezembro, o custo da cesta básica para uma pessoa ficou em R$ 176,09 e para a família R$ 528,28. Conforme o levantamento, no supermercado mais caro o preço do kit básico custou R$ 562,09 - família e R$ 187,36 - individual. Já no mais barato, a cesta saiu R$ 471,68 e R$157,23, respectivamente. ''A diferença de preços entre um supermercado e outro ainda é significativa e segue valendo a dica para o consumidor fazer a pesquisa de preço e, assim, forçar a redução da cesta básica'', orienta Santos.
Consumidoras entrevistadas pela FOLHA em um supermercado da cidade apontaram novamente o feijão como o produto com preços mais assustadores. ''Comprei a R$ 6, o quilo. Isso é um absurdo'', critica a auxiliar de cozinha Gracil Aqua. Morando sozinha, a aposentada Kioko Misihida destaca além do feijão, a alta do tomate e algumas folhas.
A auxiliar de serviços gerais Fátima Siqueira Pádua compara o feijão a ouro. ''O óleo também aumentou - já estou pagando R$ 2,85 na lata. Somos em cinco pessoas em casa e o consumo é de quatro quilos de feijão por mês. Temos comido menos a leguminosa na janta e começamos a consumir mais fubá, polenta e salada'', conta. Para a conta do supermercado não doer tanto no bolso, a dica da consumidora é pesquisar em pelo menos quatro estabelecimentos e escolher os produtos em promoção.

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