Curitiba - Enfim, a deflação chegou à cesta básica. O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) constatou que no mês de maio a variação do custo da cesta básica em relação ao mês anterior apresentou uma queda de 3,99%, em Curitiba. Para o economista do Dieese, Cid Cordeiro, essa deflação vem sendo esperada desde fevereiro.
Apesar disso, no acumulado dos últimos 12 meses o custo da cesta básica está em alta, apresentando uma variação de 31,32%. Nos primeiros cinco meses do ano, a cesta acumula índice de 7,46%. Cordeiro explica que o preço das commodities e o aumento do câmbio durante o segundo semestre do ano passado, que estimularam as exportações, impediram a queda no preço dos alimentos.
Contribuiu para a deflação da cesta básica em maio a queda no preço do tomate, que foi de 45,58%, e dos preços dos alimentos influenciados pelo câmbio. O açúcar teve queda de 6,71%, o óleo de soja, de 2,77%, a farinha de trigo, queda de 2,60%, o pão, de 2,39% e o café também queda de 1,39%. Produtos como batata, feijão, banana e leite tiveram altas significativas nos preços.
Atrás da deflação do custo da cesta básica vem outros índices. Segundo Cordeiro, indicadores como Índice Geral de Preços Mercado (IGPM) e IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) já apresentam deflação. A expectativa do Dieese, é que o preço dos alimentos caiam ainda mais nos próximos meses. Cordeiro acredita que o custo da cesta básica de junho deve apresentar nova queda de preços.
Com o preço da cesta básica ainda em alta, uma família curitibana (um casal com duas crianças) necessita de R$ 490,59, que corresponde a 2,04 salários mínimos, para comprar alimentos da cesta básica.

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