Pressionada por alimentos mais caros, a inflação para a população mais pobre atingiu em maio o maior nível em mais de quatro anos. Foi o que revelou semana passada a Fundação Getúlio Vargas (FGV), ao anunciar a terceira edição do Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1), que abrange famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos, e subiu 1,38% no mês passado. Esse foi o resultado mais elevado da história do índice, iniciada em janeiro de 2004, e bem acima da taxa de abril (0,97%). Esse nível de inflação também é muito mais elevado do que o impacto sentido pelas famílias com renda mais alta, de até 33 salários mínimos, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR) e que subiu 0,87% em maio.
  O economista da FGV André Braz explicou que os preços dos alimentos subiram de 1,94% em abril para 2,85% em maio, também a mais intensa elevação da história do índice. Ele lembrou que o peso dos itens alimentícios no cálculo do IPC-C1 é mais elevado do que no IPC-BR porque as famílias de menor renda gastam cerca de 40% de seu orçamento com comida.
  Já as famílias de renda mais elevada destinam cerca de 28% do total de seus gastos para este fim. ‘‘A população de baixa renda teve sensibilidade maior ao processo inflacionário. A inflação foi sentida por todos; mas a magnitude dessa sensação foi diferente, variou de acordo com a renda’’, explicou.
  Entre as cinco mais intensas
elevações de preço no varejo em maio, no âmbito do IPC-C1, quatro são originadas do setor de alimentação. É o caso de pão francês (6,60%); batata-inglesa (18,47%); tomate (15,89%); e arroz branco (15,55%). Com o cenário de alimentos mais caros em maio, a taxa acumulada em 12 meses até maio do IPC-C1, subiu para 8,24%, também a mais forte da história do índice.


Em economia, é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços


No Brasil, o pão começou a ser popular no século XIX, apesar de ser conhecido desde os colonizadores. A receita do pão francês no País só surgiu no início do século XX e difere do pão europeu por conter um pouco de açúcar e gordura na massa

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