A cerveja sairá da fábrica no mínimo 4% mais cara se o governo aumentar em 10% o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre as bebidas. Já o consumidor poderá ter de desembolsar muito mais pela bebida, dependendo do caminho que o produto irá percorrer até chegar aos pontos de venda.
Até o final da tarde de ontem, indústrias e supermercados não sabiam ao certo o percentual de reajuste, mas informaram que pretendem repassar integralmente o aumento do imposto para os preços. Nas contas do varejo, a alta deverá atingir o consumidor cerca de 15 dias após a publicação oficial do reajuste e os fabricantes acham que a medida afetará também os refrigerantes.
‘‘Se eles repassarem, nós iremos reajustar porque nós não somos formadores de preços’’, diz o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Assaf. Cervejas e refrigerantes respondem por cerca de 5% do faturamento de supermercados.

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