O segmento mais promissor do mercado de cerveja no Brasil é o da produção artesanal em casas noturnas especializadas. A constatação é de técnicos e especialistas do setor que se reuniram de 23 a 26 deste mês, em Foz do Iguaçu , no 7º Congresso Brasileiro de Ciência e Tecnologia Cervejeira e na 5ª Feira Internacional de Tecnologia em Bebidas, realizados simultaneamente no Centro de Convenções do Rafain Palace Hotel.
Nos últimos cinco anos, 22 pontos de venda com produção própria foram instalados no Brasil, principalmente nas maiores capitais do País. Até 1994, este número era de apenas nove pontos.
De olho neste mercado, algumas empresas brasileiras já estão planejando produzir, sob encomenda, micro e minicervejarias. A pioneira neste segmento é a Cepem, empresa de Bauru (SP) que está fazendo uma joint-venture com a Beckmann de Bassus, da Alemanha.
A Beckmann de Bassus detém a tecnologia mais avançada em equipamentos para a produção de cerveja artesanal no mundo. Pioneira, com 30 anos de experiência no ramo, a empresa já foi responsável pela instalação de mil minicervejarias, a maioria instaladas em pubs (bares em estilo inglês), na Alemanha.
A Cepem planeja instalar quatro unidades no primeiro ano da parceria. De início, a intenção é oferecer vários tipos de modelos para o cliente, que pode interferir no tamanho, material de fabricação e local da instalação. A empresa também deve exportar o equipamento para o Chile, a Bolívia, além dos quatro países que integram o Mercosul.
Os interessados poderão escolher minicervejarias com capacidade para processar, em um único ciclo de produção, de 150 até 6 mil litros. ‘‘Em qualquer cidade com mais de 100 mil habitantes uma minicervejaria é viável’’, assegura Wellinton Bergamo Boteon, assessor de Comércio Exterior da empresa paulista. Uma microcervejaria com capacidade para 5 mil litros custará em torno de US$ 30 mil.

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