Certificado ISO está em desuso no Brasil
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sábado, 21 de fevereiro de 2004
Andréa Bordinhão<br> Equipe Folha 
Curitiba - Quase 50% das empresas brasileiras que possuiam a certificação ISO perderam o certificado de qualidade em meados de dezembro do ano passado por falta de adequação. A norma, que foi criada em 1994 como um mérito para as organizações que prezam pela qualidade, foi atualizada em 2000 e todas as empresas tinham até 15 de dezembro de 2003 para adequar seus procedimentos e continuarem com o selo. Porém, cerca de 3 mil das 7 mil empresas que possuiam o certificado não fizeram a adaptação em tempo hábil e perderam o ISO. Hoje, a norma já não é considerada mais mérito, mas uma exigência do mercado.
O diretor de certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), entidade credenciada para emitir o certificado, Júlio Felix, explica que a norma ISO foi criada para que as empresas cumprissem os requisitos mínimos para se apresentar no mercado. Com a reforma, a ISO passou a focar a gestão de qualidade, ou seja, a abranger todos os setores da empresa. ''A norma não é fixa. Conforme vai evoluindo a tecnologia, a gestão de negócios, ela vai sendo atualizada, como aconteceu em 2000'', explica Felix.
O consultor em assuntos de gestão de qualidade da Q2000, Mario Stachewski, diz que muitas empresas deixaram de se adequar por causa da complexidade da norma. Segundo ele, é possível ter profissionais dentro da própria empresa que façam o trabalho de ajuste. Feito isso, é só chamar um instituto credenciado para emitir o certificado. No Brasil, são 40 institutos. Quanto ao custo tanto para a certificação quanto para a adequação, Mário explica que é proporcional ao tamanho da empresa e que o custo-benefício, que vem com a melhor gestão e a ampliação no volume de negócios em função da ISO, compensa.


