Cerealista sobrevive aos hipermercados
Localizada na esquina das ruas Santa Catarina e Uruguai, a Máquina de Arroz Londrina, em funcionamento desde 1938, é um dos locais mais conhecidos da cidade. Distribuídos em diversos tambores de metal, os cereais podem ser comprados a granel, aliás, o proprietário da loja, desde 1975, Cláudio Rodrigues Sales, conta que foi quem lançou essa modalidade de compra em Londrina. Além de cereais, também são comercializados batatas, cebolas e óleo no varejo e no atacado.
O forte da loja é a venda de arroz e feijão. Nosso produto é bem diferenciado. O preço nem sempre é o mais baixo, mas os nossos clientes sabem que aqui a qualidade é superior, destaca Sales. Antônio Carlos, seu filho, que há 12 anos trabalha na loja, explica que o arroz vendido na loja é de safra mais velha e é beneficiado diariamente. Isso proporciona um arroz mais solto e sem conservantes, diferente dos que são vendidos em embalagem fechadas, informa. O feijão, ao contrário, é sempre de safra nova, e eles têm produção própria. Com instalações simples, em uma casa de madeira, a idéia é permanecer assim. Se ficar muito moderno, perdemos a clientela, e, até agora, nem a proximidade com os hipermercados nos prejudicou, afirma Antônio Carlos.





