Cerâmicas de Campo Largo esperam recuperar empregos
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terça-feira, 16 de dezembro de 1997
Curitiba 
O uso do gás na indústria cerâmica em Campo Largo pode representar um novo incentivo para o setor, que nos últimos anos enfrenta a concorrência dos produtos chineses. O prefeito Newton Puppi espera atrair novos investimentos e recuperar empregos que deixaram de existir. No auge da produção de cerâmica e porcelana, as três principais industrias de Campo Largo ofereciam seis mil empregos. Hoje todas as 25 empresas que atuam no setor não atingem a marca de quatro mil e quinhentas vagas.
A Incepa e a Lorenzetti se instalaram em Campo Largo na década de 50. Atualmente, a Incepa emprega 2,5 mil pessoas no município e a Lorenzetti tem 950 funcionários. Em 1982, a Incepa deixou de instalar uma nova fábrica na cidade por causa da questão energética e optou por São Mateus do Sul, onde passou a utilizar o GLP na queima das peças. O prefeito de Campo Largo diz que o município não pode repetir perdas como essa e por isso aposta na conclusão do gasoduto Brasil-Bolívia. Ele quer estender a partir de 1999 o fornecimento de gás para todas as indústrias do setor. Com as boas perspectivas, a Lorenzetti estuda a possibilidade de transferir a sede da empresa, que fica em São Paulo, para Campo Largo. A fábrica de chuveiros e aquecedores elétricos emprega 1,3 mil pessoas. (M.K.)


