São Paulo – A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) divulgou ontem o relatório ‘‘Panorama da Inserção Internacional da América Latina’’, em que traça projeções para as economias da região em 2002.
No relatório, a Cepal estima que o Brasil irá crescer 2,2% em 2002. A projeção é um pouco menos otimista que a feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que acredita que a economia brasileira crescerá 2,5% neste ano. Para a Argentina, no entanto, a instituição tem uma projeção bastante pessimista. Segundo a Cepal, o país vizinho – que enfrenta forte recessão desde 1999 – terá retração de 7% em 2002, o pior resultado de toda a América Latina. A expectativa é pior que a do governo – queda de 4,9% – e melhor que a do mercado, que espera um recuo de até 12%.
Para 2001, a previsão da instituição é que o Produto Interno Bruto (PIB) argentino tenha queda de 3,8%. Na semana passada, o Indec (instituto oficial de estatísticas dos país) divulgou que o PIB somou 263,870 bilhões de pesos em 2001, o que representa queda de 4,5%. A retração do último trimestre do ano atingiu 10,7%.
O resultado negativo da Argentina reduziu o percentual de crescimento na América Latina. Para 2002, a previsão da Cepal é de que a região cresça apenas 0,5%.
O México ainda terá seu desempenho afetado pela crise mundial em 2002. O país deverá crescer apenas 1% neste ano, enquanto as economias do Chile e do Peru terão melhor resultado, de alta de 3,2% e 3,5%, respectivamente. A Cepal também acredita num crescimento positivo para a República Dominicana (de 3,5%) em 2002.
A Colômbia deverá crescer 2% e a Venezuela 1%, menos que este ano, quando o PIB do país aumentou em 2,8%. O Uruguai terá taxa zero de crescimento, melhor que a retração de 2,5% em 2001 e a Bolívia, cuja economia ficou estagnada em 2001, poderá crescer até 1,5% este ano.
Paraguai e Equador terão taxas positivas de 1,5% e 2,5%, nesta ordem, seguidos por Guatemala e Honduras, ambos com taxa de 2%. A Costa Rica deverá crescer 1,5% e o Panamá, 0,5%.

mockup