Cepal defende crescimento para reverter a tendência
A economia da América Latina precisa voltar ao nível médio de expansão que registrava nos anos 50, 60 e 70, caso contrário não conseguirá nem dar emprego às pessoas que estão entrando no mercado de trabalho e nem cobrir os postos que vêm sendo eliminados pelos avanços da tecnologia. Em média, o crescimento anual dos países latino-americanos teria de se situar em 5,6%. Nos anos 90, porém, essa média foi, até o ano passado, de somente 3,5%. É por isso que todos estão tão sensíveis ao tema emprego, resumiu o economista da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), Ricardo Bielschowsky.
Ele disse que cálculos feitos pela Cepal indicam que a força de trabalho na América Latina cresce 2% ao ano, em média. A produtividade - que depende de avanços tecnológicos e gerenciais que eliminam postos de trabalho - nos anos 50, 60 e 70 aumentou 3,7% ao ano em média. Assim, para voltar a gerar empregos na quantidade necessária, a economia da América Latina teria de se expandir em 5,6%, anualmente, em média.
Acredito que na virada do milênio estaremos com esta média, afirmou o diretor da Cepal no Brasil, Renato Baumann. Ele participou ontem de debate sobre os efeitos da crise asiática sobre a América Latina. (Agência Estado)





