Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
Em cerca de 40 dias, o Centro de Convenções de Foz do Iguaçu, cuja construção se arrasta há quase 15 anos, começará a erguer seu auditório, que terá capacidade para 5,4 mil pessoas. A obra será iniciada graças à liberação de R$ 1,4 milhão pelo governo federal. O valor representa apenas 10% dos R$ 15 milhões necessários para a conclusão total do Centro de Convenções.
A conclusão da estrutura é considerada o principal fator para a consolidação de Foz do Iguaçu como um dos principais pólos de atração do turismo de eventos no Brasil. Esse é o segmento que mais cresce no mundo. Pesquisas apontam que, em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, os participantes de feiras, exposições, congressos e simpósios já representam 70% do total de turistas. Em Curitiba, esse índice já atinge 30%.
Não há levantamento sobre a participação do turismo de eventos e negócios na economia de Foz do Iguaçu. Mas essa parcela cresce a cada ano. O presidente do Centro de Convenções, Sergio Lobato Machado, prevê que, em poucos anos, os eventos vão atingir 80% do fluxo turístico no município, que hoje é de aproximadamente 1 milhão de visitantes por ano. Até meados dessa década, o turismo de compras (sustentado por Ciudad del Este, no Paraguai), representava 90% do movimento.
Mesmo incompleto, o Centro de Convenções já tem sua agenda de 2000 lotada. Vai sediar pelo menos 15 eventos, de grande e médio portes.
A construção do Centro de Convenções – mantido por uma empresa de economia mista (formada pelos governos federal, estadual e municipal e 25 empresários locais) foi iniciada em 1986, em um terreno de 100 mil metros quadrados, na rodovia que dá acesso às Cataratas. A previsão de conclusão das obras era para 1990. Até hoje foram erguidos 25 mil dos 31 mil metros quadrados de área prevista. O investimento já soma R$ 12 milhões.
Além do auditório, falta um pavilhão de exposições, que vai se somar aos dois já concluídos. Segundo Lobato, o auditório será um dos mais modernos do Brasil. Equipado com cadeiras móveis, a estrutura poderá ser transformada em ginásio esportivo, para competições de boxe e vôlei, por exemplo. O projeto copia estruturas existentes nos Estados Unidos.
Lobato disse ontem que os R$ 1,4 milhões já repassados serão suficientes para construir fundações, pilares e na cobertura do auditório. De acordo com ele, os R$ 2,5 milhões restantes já estão garantidos pelo governo federal. A previsão de conclusão é de dois anos.

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