Centro de convenções atrai interesse de empresas
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quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Dois grupos empresariais de Londrina estão dispostos a construir um novo centro de convenções e eventos para a cidade. Segundo o presidente do Londrina Convention & Visitors Bureau (LCVB), Reinaldo Cassimiro da Costa Junior, o estudo de viabilidade feito pela Consultoria Jones Lang La Salle Hotels, foi apresentado há dois meses para oito empresas, sendo três de fora de Londrina - uma delas do exterior.
"Destas, até agora, duas estão se destacando e mostrando real interesse em fazer o projeto. Ambas são de Londrina", afirma Costa Júnior. De acordo com ele, os nomes dos estabelecimentos não podem ser revelados "por uma questão estratégica". "Acho que as duas estão correndo para ver quem consegue viabilizar o projeto primeiro. Acredito que no primeiro semestre do próximo ano as obras do centro de eventos terão começado", diz ele.
Segundo a Jones Lang, existe viabilidade para um centro de convenções para 5.750 pessoas na cidade. O custo é estimado entre R$ 18 mi e R$ 28 mi. Em cinco anos, o estabelecimento arrecadaria aproximadamente R$ 165 mi brutos, o suficiente para o retorno do valor investido.
De acordo o presidente do LCVB, ambos os grupos interessados no projeto têm "bala na agulha" para a obra e demonstram intenção de construir em terreno próprio.
O estudo de viabilidade relacionou oito áreas em Londrina que seriam adequadas para o empreendimento. Entre elas, uma localizada ao lado do Hotel Comfort Suíte, na PR-445, e outra perto do SuperMuffato da Tiradentes. "O prefeito Alexandre Kireeff também ofereceu o terreno do estádio Vila Santa Terezinha" afirmou Costa Júnior.
De acordo com ele, com autorização da Câmara Municipal, o terreno público localizado na Zona Leste, perto da rodoviária, poderia ser doado ao empreendimento. "Mas aparentemente os investidores querem utilizar terreno próprio", ressalta.
A Jones Lang também apontou que o novo centro de convenções poderia ser feito no Parque Ney Braga (Sociedade Rural do Paraná) ou mesmo no já existente centro de convenções da Zona Sul. Neste segundo, de acordo com o presidente do LCVB,seria preciso fazer adaptações, dando flexibilidade ao local.
De acordo com ele, o projeto prevê um grande auditório, onde possam ser reunidas 3 mil pessoas, e que este espaço seja modular, permitindo sua divisão em 10, ou 15 salas, além de contar com um local para feiras de 1,5 mil a 2,5 mil metros quadrados. Segundo Costa Júnior, o problema do atual centro de convenções é que ele não tem essa flexibilidade.
Ele lembra que a cidade perde a oportunidade de receber diversos eventos por falta de um local adequado. "A própria Embrapa Soja, que é daqui, não consegue realizar seu congresso anual na cidade. São 2,5 mil pessoas. E o evento precisa tanto de um grande auditório que possa reunir todas elas, como de salas para reuniões e conferências menores", declara.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Flávio Balan, diz não saber quem são os grupos interessados no projeto. "Não importa qual grupo, o importante é que o centro de convenções saia do papel. Agora, se for gente de Londrina, melhor ainda", destaca.
A Acil foi uma das entidades que ajudaram a custear o estudo de viabilidade. "Foi um presente que as entidades deram para a cidade. Ele demonstra nossa necessidade de um centro de convenções, bem como a capacidade da rede hoteleira e de bares e restaurantes para receber as pessoas que vêm participar dos eventos", afirma.


