Centro Automotivo treina 1.150 pessoas
Centro Automotivo treina 1.150 pessoas
Mônica Kaseker
Mais 1.150 pessoas devem ser treinadas este ano pelo Centro Automotivo para fornecer mão-de-obra especializada para as montadoras instaladas no Paraná. O convênio entre a Secretaria de Estado de Trabalho, Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Instituto de Administração da Puc (Isad) foi renovado ontem, prevendo investimentos no valor de R$ 719 mil. Até agora o Centro já formou 877 pessoas.
Também foi firmado ontem um convênio, no valor de R$ 417 mil para a qualificação de 700 trabalhadores no Cefet de Cornélio Procópio, visando as indústrias que estão se instalando na região de Londrina. Segundo o secretário do Trabalho, Pedro Granado, os convênios firmados com as universidades estaduais essa semana, com investimentos de R$ 1,5 milhão, também têm a preocupação de formar mão-de-obra para os empregos que estão sendo gerados no Estado.
Os candidatos chegam ao processo de seleção e treinamento através do Sistema Nacional de Empregos e a primeira triagem é feita pelo Isad, avaliando a habilidade verbal e comportamento em grupo. Os aprovados vão para o primeiro módulo de treinamento de 28 horas no Cefet, com aulas de Português, Matemática, habilidades, coordenação e dinâmica de grupo. Esta etapa também é eleiminatória e só os aprovados vão para a etapa final que é de 180 horas, no Centro Automotivo, com aulas teóricas e principalmente práticas. Os cursos formam mão-de-obra para os setores de solda, pintura, funilaria e montagem.
A telefonista Terezinha Fátima Rosário Couto, 33, sonha em mudar de profissão depois de 13 anos e viu na indústria automotiva uma nova perspectiva. Ela começou o treinamento anteontem pensando em conseguir um salários melhor, com benefícios e mais estabilidade e reconhecimento, além de maior oportunidade de ascensão.
O grupo de Terezinha foi o primeiro a concluir a tarefa de montar uma espécie de quebra-cabeça com peças parafusadas em forma de veículo. Nós conseguimos terminar antes porque respeitamos todas as opiniões e trabalhamos bem em conjunto. Primeiro tentamos fazer uma carroça, passamos para uma empilhadeira e terminamos fazendo um caminhão, responde o grupo falando como num jogral. Apesar de estarem disputando vagas nas etapas seguintes do treinamento, o comportamento em grupo é fundamental, segundo Luiz André Kossobudzki, consultor do Isad.





