Quinze categorias profissionais ligadas à Força Sindical decidiram realizar campanha salarial conjunta este ano. Os 1,7 milhão de trabalhadores com data-base entre setembro e dezembro vão pedir reajuste salarial de 20% e redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas. O porcentual, segundo o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, incorpora aumento real e reposição das perdas.
A realização de uma campanha única tem o objetivo de garantir maior poder de negociação aos sindicatos. ‘‘Se o acordo de uma categoria estiver emperrado, as outras vão apoiar para conseguir uma solução satisfatória’’, explicou Paulinho. ‘‘As categorias não estarão mais sozinhas’’. Ele prevê que várias greves poderão ocorrer até o final do ano, caso as empresas não aceitem as reivindicações.
A central marcou para o dia 24 de setembro uma assembléia unificada, que pretende reunir 100 mil pessoas na Praça da Sé, a fim de iniciar a campanha. Para atrair os trabalhadores, serão sorteados cinco carros. O objetivo é mobilizar as categorias, argumenta a central.
Os trabalhadores que têm data-base nos próximos meses são os metalúrgicos de São Paulo e os funcionários dos seguintes setores: gráfico, químico, têxtil, brinquedos, comércio, alimentação, aviação, cargas próprias, laticínios, papel e papelão, rural, panificação, joalheiro e vestuário.
Cerca de 290 empregados da construção civil vão aderir à movimentação, em uma campanha salarial de emergência. Embora a data-base tenha sido em maio – quando acertaram reajuste de 4% – eles pretendem lutar agora pela reposição das perdas.

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