Centrais vetam proposta do governo para o FGTS
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) já definiu posição de não aceitar a proposta que vem sendo analisada pelo Ministério do Trabalho para corrigir em 68,9% as contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por conta dos expurgos inflacionários dos planos econômicos Verão (1989) e Collor (1990).
O projeto em análise pelo governo prevê o aumento das contribuição ao FGTS pelas empresas de 8% para 8,5% sobre a folha de salários. E o porcentual de depósitos nas contas dos trabalhadores deveria cair dos 8% para 7,5%.
Não podemos concordar com essa medida. Aumentar impostos para as empresas e onerar os trabalhadores por uma conta que o governo tem de pagar é uma atitude descabida, protestou o presidente da CUT, João Felício. Para o sindicalista, o Ministério quer transferir sua responsabilidade a trabalhadores e patrões.
A Força Sindical, assim como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), também não concorda com a proposta. A Força não aceitará nenhuma proposta que cogite aumento de impostos, adiantou Paulinho Pereira da Silva, presidente da entidade.
O jurista Ives Gandra Martins avaliou que a proposta é inconstitucional. O principal problema é que o FGTS é propriedade do empregado e o governo não pode ficar com uma parte desse valor, disse. Se fosse feita a alteração nas alíquotas, isso iria ferir o artigo sétimo do inciso terceiro da Constituição, que diz que é um direito do empregado receber o FGTS.





