Centrais sugerem aumento do seguro-desemprego
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2002
Jander Ramon Agência Estado 
São Paulo - A Força Sindical, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Social Democracia Social (SDS) querem que o governo aumente o número de parcelas do seguro-desemprego, hoje de três a cinco, para até oito. O principal argumento das centrais sindicais é que atualmente os trabalhadores que perdem o emprego demoram, em média, 52 semanas para conseguir recolocação no mercado de trabalho, o dobro das 26 semanas necessárias em 1995.
A cada ano, 42% da força de trabalho com carteira assinada no Brasil é demitida. A situação está muito feia, é preciso mudar o seguro-desemprego, afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.
Paulinho acredita que o governo aceite a proposta pelo fato de 2002 ser ano eleitoral. Em ano eleitoral, os políticos ficam mais sensíveis, disse. As centrais sindicais vão entregar o documento que pede o aumento das parcelas do seguro-desemprego ao Ministério do Trabalho. Os sindicalistas solicitaram uma audiência quarta-feira com o titular da pasta, Francisco Dornelles, quando devem pedir também a criação de uma frente de trabalho para empregar 1 milhão de pessoas.
A Força Sindical também pretende tornar obrigatório o recolhimento do FGTS dos empregados domésticos, afirmou Paulinho. São 5,3 milhões de trabalhadores, que teriam assim mais um direito garantido, disse. Hoje, o recolhimento, de 8,5% sobre o salário, é opcional. Paulinho afirmou ainda que o dinheiro que entraria a mais com a obrigatoriedade serviria para capitalizar o fundo e auxiliar no pagamento dos expurgos dos planos Verão e Collor 1. A proposta deverá ser entregue na semana que vem a Dornelles.


