São Paulo- A CUT e a Força Sindical, as duas maiores centrais sindicais do País, preparam uma série de manifestações em defesa do emprego e salário. Apesar do tema comum, os atos ocorrerão em dias diferentes.
A direção da Força Sindical decidiu ontem realizar no dia 24 uma série de manifestações no dia nacional da luta contra o desemprego. Já a CUT agendou para 16 de abril um dia nacional de mobilização em defesa do emprego e do salário.
Pelas estimativas da Força, as manifestações reunirão cerca de 20 mil pessoas em diversos Estados. Em São Paulo, o protesto acontecerá na praça da República, região central de São Paulo. Também haverá manifestações no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Amazonas e Distrito Federal (DF).
''Não podemos nos calar diante da famigerada situação em que se encontra o País, com índices recordes de desemprego e queda brusca na renda dos trabalhadores'', disse o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.
A manifestação da CUT já havia sido marcada no final do ano. A central reivindica mudanças na política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que priorizou, até agora, o superávit primário e juros elevados em detrimento dos investimentos em empregos.
''Não queremos que em 2004 se repita a mesma situação de 2003. Queremos que 2004 seja um ano de crescimento do PIB, de crescimento da massa salarial e de redução do desemprego'', disse o secretário-geral da CUT, João Felício.
Além da mobilização, a central sindical também prepara um seminário sobre políticas de incentivo à geração de emprego e elevação da massa salarial.

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