Centrais sindicais denunciam agressões da PM
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quinta-feira, 29 de maio de 2008
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe Folha 
Curitiba - Três centrais sindicais reuniram ontem a imprensa para denunciar agressões sofridas durante as manifestações pela redução da jornada de trabalho na última quarta-feira. O diretor da Força Sindical no Paraná, Nelson Silva de Souza defendeu a punição dos policiais responsáveis. ''Dessa forma não se trata nem bandido'', afirmou. ''Curitiba foi a única capital em que a jornada registrou esse tipo de reação'', informou.
Os líderes sindicais acusaram a Polícia Militar de agredir manifestantes com bombas e balas de borracha. ''Não estávamos causando nenhum transtorno, nem reagimos às agressões da PM. A ação deles é injustificável'', explicou. Para o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, Ademir Pincheski, os policiais agiram sem tentar negociar com os manifestantes.
As agressões teriam acontecido em pelo menos quatro locais. Na fábrica da Kraft, na Cidade Industrial, cerca de duas mil pessoas estariam mobilizadas quando a PM agiu. Segundo os sindicalistas a manifestação estava acontecendo sem incidentes quando policiais da Ronda Ostensiva de Natureza Especial (Rone) chegaram. Um vídeo apresentado pelos sindicalistas mostra um policial militar imobilizando um homem e batendo com a cabeça dele em um dos carros.
''Vamos agendar uma reunião com o governador Requião para pedir a demissão do comandante da PM'', adiantou Zenir Teixeira, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). O metalúrgico Marcos Orlando Alves, de 42 anos, foi atingido na perna pelo que acredita ser um estilhaço de uma bomba. ''Estávamos conversando com os trabalhadores quando a PM chegou atirando'', contou.
A assessoria de comunicação da Polícia Militar informou que a organização determinou a abertura de uma sindicância para apurar a ocorrência de abusos. Em nota oficial divulgada anteontem a Secretaria de Segurança Pública afirmou respeitar os movimentos sociais e suas reivindicações.


