De nada adiantou o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, evitar a discussão sobre a indexação salarial e o reajuste do salário mínimo durante reunião ontemcom os representantes das principais centrais sindicais. Os sindicalistas reafirmaram a importância do reajuste para a preservação do poder de compra dos trabalhadores.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, por exemplo, prometeu lutar para um salário mínimo de R$ 180,00, garantindo, porém, que a Força não discutirá a indexação salarial enquanto a inflação não atingir 10%. ‘‘Quando a inflação atingir 10%, nós vamos lutar, de uma forma ou de outra, para a reposição das perdas’’.
Já o representante da Central Única dos Trabalhadores, Marcelo Sereno, afirmou que a proposta da CUT é um aumento do salário mínimo para R$ 188,00 e reajuste de 10% nos salários. A CUT defende também um gatilho salarial, a partir de maio, toda vez que a inflação atingir 5%.
Mas o ministro Dornelles foi categórico: ‘‘Salário mínimo é um assunto que o governo só vai discutir nos últimos dias de abril’’, afirmou. Ele também foi contra a indexação salarial afirmando que qualquer forma de indexação é o pior inimigo do trabalhador.

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