Centrais querem reduzir jornada de trabalho
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segunda-feira, 15 de março de 2004
Jander Ramon 
São Paulo - Representantes das seis centrais em atividade no País - Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central Autônoma dos Trabalhadores (CAT) e Social Democracia Sindical (SDS) - lançaram ontem à tarde, na Assembléia Legislativa de São Paulo, uma campanha unificada para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução do salário.
Os presidentes das duas maiores centrais, CUT e Força, respectivamente Luiz Marinho e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, avaliaram que o governo Lula deu pouca atenção, até o momento, à questão do emprego. ''Creio que o governo não deu a atenção devida para a questão emprego, apesar de ter lançado mão de projetos interessantes, mas insuficientes'', criticou Marinho.
O presidente da Força adotou um tom mais agressivo na sua análise: ''O governo não está convencido de nada e, pelo que estamos vendo na política econômica, ele está mais preocupado com outras coisas, que não emprego. O governo está preocupado com o avião dele, com a manutenção da política econômica que cria desemprego e que quebra as empresas, e não com emprego'', acusou Paulinho.
Mais conciliador, o presidente da CUT, por sua vez, ponderou que as centrais querem para o emprego ''a mesma atenção que é dada ao controle da inflação, da economia, dos juros e na relação com o empresariado e com as exportações''.


