As três maiores centrais sindicais do País querem fixar critério de faixa etária para ampliação do seguro-desemprego. A proposta teve consenso entre a Força Sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), em reunião ontem pela manhã. A idéia não está totalmente trabalhada, informou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. ‘‘A idéia é transformá-la em projeto de lei que vai ampliar o prazo do seguro-desemprego para até um ano’’, disse.
O esboço do projeto, discutido ontem prevê direito a sete meses do seguro-desemprego para quem tem até 35 anos. Desempregados entre 36 anos de idade e 45 receberiam o benefício durante nove meses. Acima de 45 anos, o demitido poderia receber o seguro durante um ano. Hoje, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), o desempregado leva 33 semanas, em média, para encontrar um novo posto na Grande São Paulo, ou seja, cerca de oito meses.
Ainda segundo o Dieese, a faixa que mais se utiliza do seguro é a situada entre 30 e 39 anos (29,1%), seguida da que varia entre 18 a 24 anos (27,9%). Mas, no estudo, não há indicação sobre a diferença de tempo que cada faixa gasta para encontrar nova ocupação. ‘‘Vamos pedir para o Dieese preparar um estudo sobre isso’’, afirmou. Se confirmada a tese de que os mais velhos tem mais dificuldade de recolocação no mercado, como se imagina, a proposta das centrais vai virar projeto de lei.
Juruna afirmou que as centrais querem, mesmo antes de encaminharem o projeto, uma nova mudança no seguro desemprego, que não depende de lei. O Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) pode determinar de imediato uma alteração de prazos, utilizando uma reserva de recursos.

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