A Força Sindical pediu ontem a demissão do ministro da Fazenda, Pedro Malan, a quem chamou de ‘‘incapaz e imprevidente’’, responsabilizando-o pela ‘‘rápida deterioração’’ da economia. Os motivos, segundo documento da Força assinado pelo presidente da entidade, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, são a falta de estímulo ao crescimento do País, com ‘‘cortes nos investimentos públicos e falta de regras claras para o setor privado’’.
A Social Democracia Sindical, central que representa 1.200 sindicatos de trabalhadores da área de serviços, apresentou proposta ao governo de redução da atual jornada semanal de trabalho de 40 horas para 35 horas, como meio de diminuir os riscos de desemprego durante o período de racionamento de energia elétrica, previsto para começar em 1º de junho. A central também defendeu que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adote, na próxima sexta-feira, cotas diferenciadas de consumo de eletricidade e adequadas à renda do consumidor, e imponha os apagões somente aos 200 maiores municípios do País. ‘‘Não se pode impor uma situação igual para todos. Isso seria a generalização do sacrifício’’, declarou Enilson Simões de Moura, o Alemão, presidente da Social Democracia Sindical.

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