São Paulo - As centrais sindicais marcaram uma marcha para 5 de dezembro, em Brasília, para pedir uma jornada de trabalho menor e a melhor qualidade e quantidade das vagas de trabalho. Outro ponto da 4Marcha da Classe Trabalhadora é o fortalecimento das políticas públicas e da seguridade social.
Na visão das centrais, é preciso não só aumentar o número de empregos, mas também oferecer vagas de melhor qualidade. Dessa forma, será possível garantir o crescimento com desenvolvimento. Para isso, eles defendem o combate à precarização do trabalho que é resultante da terceirização, a formalização do mercado de trabalho e o combate ao trabalho infantil e escravo. ''Se o Brasil quer crescer em termos de biocombustíveis, precisa levantar essa questão do trabalho escravo e infantil'', afirmou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da Força Sindical.
Sobre a redução da jornada de trabalho, as centrais sindicais defendem que isso ocorra sem a redução dos salários. Além disso, irão combater a prática das horas extras de forma abusiva e o banco de horas. No entendimento das centrais, a prática do banco de horas contribui para a desregulamentação do mercado de trabalho. ''A redução é importante para a geração e formalização de empregos e para que a produtividade das empresas possa ser compartilhada com os trabalhadores'', explicou o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Arthur Henrique Santos.
O último ponto reivindicado é o fortalecimento das políticas públicas. Para isso, os sindicalistas querem ampliar o atendimento da rede pública e fortalecer as ações de medicina preventiva e a manutenção de uma Previdência universal.
CUT, Força, entral Geral dos Trabalhadores do Brasil, Nova Central e União Geral dos Trabalhadores esperam reunir cerca de 50 mil pessoas em Brasília. A pauta de reivindicações foi entregue ontem pelos presidentes das centrais aos presidentes do Senado Federal, Tião Viana (PT-AC), e da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

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