Centrais emitem nota criticando idéia de Marinho
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sexta-feira, 03 de setembro de 2004
Agência Folha 
São Paulo - As centrais sindicais criticaram duramente a proposta de fazer um pacto social, como propôs a CUT, e consideraram ''inoportuna'' e ''inadequada'' a idéia de fazer um acordo para buscar o crescimento da economia em que os trabalhadores deixem de fazer pressão por aumentos salariais.
''Discutir esse pacto neste momento é jogar um balde de água fria na campanha salarial de milhões de trabalhadores'', afirmou João Carlos Gonçalves, presidente interino da Força Sindical. ''Com o aquecimento da economia, esse é o momento de buscar aumento real e recuperar perdas acumuladas durante anos.''
Força, CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e SDS (Social Democracia Sindical) divulgaram nota informando que a proposta da CUT ''já nasce aleijada ou morta''. As três centrais ressaltam que não são contrárias à discussão sobre um pacto, mas avaliam que o debate deve ser feito no Fórum Nacional do Trabalho - criado para discutir as reformas sindical e trabalhista.
''Um pacto social para ajudar no combate à inflação e aos juros altos pode e deve ser buscado, no contexto de uma ampla negociação entre entidades representativas de toda a sociedade, e não apenas de algumas, e no momento próprio, depois do período eleitoral e das campanhas salariais'', informa a nota.
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (Força), Eleno José Bezerra, disse que a categoria discorda de ''qualquer pacto que impeça a recomposição dos salários''. ''Aceitamos discutir pacto se for para reduzir a jornada de trabalho, sem redução salarial.''


