Arquivo FolhaPaiva com Fernando Henrique: tentando conciliar divergênciasBRASÍLIA - O governo encaminha ao Congresso Nacional, na próxima semana, minuta de projeto de lei que acaba com o imposto sindical e a contribuição associativa, informou ontem o ministro do Trabalho, Paulo Paiva. Para que isso aconteça, entretanto, caberá ao próprio ministro conciliar, numa única versão, as divergências entre a proposta da Força Sindical e a posição da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Depois de aprovado o projeto de lei, os sindicatos passarão a ser financiados apenas com a Contribuição Negocial de Custeio do Sistema Confederativo, nome dado para a nova contribuição confederativa prevista na Constituição. Também permanece a mensalidade sindical, descontada apenas dos associados.
A CUT quer que fique claro que a contribuição será descontada de uma vez só do salário. Já a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Força Sindical querem que isso seja objeto de deliberação da assembléia.
Outra divergência fica por conta da parcela que caberá à federação, confederação e também às centrais. A CUT quer que conste da lei que essa parcela tem que ser atribuída aos órgãos superiores a que o sindicato for filiado. Para a CGT e a Força Sindical, isso está claro e é também deliberação da assembléia.
‘‘Não tem muita diferença entre a nossa proposta e a da CUT’’, disse o presidente da Força Sindical, Luiz Antônio Medeiros. Para Medeiros, a resistência da CUT em acatar o projeto devia-se ao fato da proposta original ter sido apresentada pela Força Sindical. A posição do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, era a mesma. Paulinho defende que, se não tivesse acordo, a Força e a CGT apoiariam o projeto do governo, e deixariam que a CUT encaminhasse o projeto dela.

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