Centrais apostam em acordo, hoje, com Dornelles
Apesar da declaração do ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, dada no domingo, de que o governo desistirá de negociar o acordo de pagamento da correção de 68,9% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) caso a questão não seja resolvida até o final do mês, os dirigentes das centrais sindicais acreditam que se chegará a um consenso sobre o assunto na reunião que terão hoje com o ministro.
É unânime a avaliação entre os dirigentes das três principais centrais do País Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e Força Sindical que o governo vai perceber que a negociação é a única saída. O presidente da CUT, João Felício, afirma que as entidades trabalharam para realizar uma pauta de negociações bastante flexível e por isso não vão aceitar de jeito nenhum que se tire dinheiro do bolso do trabalhador, referindo-se à proposta do governo de reter uma parte da multa de 40% sobre o saldo do FGTS que o empregador é obrigado a pagar ao funcionário dispensado sem justa causa. É o governo que deve para o trabalhador.
Quanto à polêmica de que o Tesouro não pode arcar com os custos do pagamento, Felício diz que nenhuma central acha que o Tesouro deve pagar tudo de uma vez, tanto é que os sindicatos estarão oferecendo, na proposta de amanhã, alternativas sobre a fonte dos recursos.





