Centrais aceitarão índice de 68%
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terça-feira, 26 de setembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
As centrais sindicais pretendem aceitar o índice de 68,85% para reajuste do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas seus presidentes admitem que poderão apresentar propostas diferentes quanto à forma de pagamento. Na próxima semana, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical terão duas importantes reuniões, em Brasília. Só não se sabe o que cada uma delas vai sugerir ao governo.
Terça-feira, as entidades vão a encontros com representantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e vão pedir a publicação do acórdão do STF uma espécie de formalização jurídica, que dá início ao processo de negociações.
Ainda não se sabe quando será realizado o encontro com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles. Segundo os sindicalistas, o ministro adiou a reunião para a semana que vem, mas não marcou o dia. A assessoria do ministério informa que o encontro só será marcado após a publicação do acórdão.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, diz que o momento é de se concentrar no que a Justiça definiu como direito de todos os trabalhadores, aceitando assim o índice definido pelo Banco Central. O presidente da CUT, João Felício, também concorda com os 68,85% relativos às perdas com o Plano Verão e Collor , mas continua discordando da outra entidade quanto à maneira que a correção será paga.
Para o encontro com Dornelles, além de não apresentarem uma proposta única, ainda existe o risco de que as duas centrais nem participem juntas da reunião. Segundo Paulinho, o ministro quer conversar com uma entidade de cada vez. Felício acha a idéia um absurdo e não admite que esse tipo de condição seja imposta ao encontro.


