‘‘Sim, porque elas fazem falta na hora de pagar outra coisa. Uma vez, deixei de comprar um produto num grande supermercado da cidade porque faltaram alguns centavos. Quando o caixa, realmente, não tem as moedas para devolver, a gente até deixa passar, mas não aceito balas para deixar as moedas. No ônibus, por exemplo,
você não paga a passagem
com bala.’’
Alexandre Guaiumi, garçom


‘‘Sim, porque de centavo em centavo você pode juntar uma quantia suficiente para pagar outra compra. Normalmente, recebo até mais quando o comerciante não possui o troco exato. Em contrapartida, deixo R$ 0,02 ou R$ 0,03 em outro lugar. É a lei da compensação. Meu porta-moedas é o console do carro que, normalmente, é desabastecido para pagar o estacionamento e os flanelinhas que ficam nas ruas.’’
Renato Rodrigues, gerente comercial


‘‘Sim, mas, dificilmente, recebo troco a menos. No entanto, quando não tenho moedas suficientes para comprar qualquer coisa, peço desculpas e compreensão ao comerciante. O problema é o pagamento das tarifas públicas (telefone, água e luz) que exige centavo por centavo do consumidor. Lá em casa, sempre ensinei o valor do dinheiro às minhas filhas, tanto que é raríssimo encontrar alguma moedinha esquecida por lá.’’
Silvia Zietemann, professora

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