A partir de hoje, empresários de Guarapuava começam a responder questionários com 20 perguntas sobre o funcionamento e desenvolvimento de suas atividades. O 2º Censo Econômico levantará desde a origem do capital de empresas formais e informais até a origem dos produtos fabricados no município. O levantamento será feito por 50 recenseadores, no perímetro urbano e nos principais pontos de concentração populacional do interior e margens das rodovias.
Orçado em R$ 28 mil, o trabalho está sendo desenvolvido em parcerias que envolvem a Associação Comercial e Industrial, prefeitura, universidades, estatais, sindicatos e diversas empresas. A captação de recursos foi viabilizada pela Secretaria Municipal de Indústria e Comércio. A elaboração é feita por uma empresa especializada em pesquisa de mercado e planejamento empresarial.
Segundo o presidente da Associação Comercial, Júlio Pacheco Agner, nesta fase a colaboração da classe empresarial é de fundamental importância, pois será a partir dos dados fornecidos que se chegará ao diagnóstico final. A resposta ao censo é voluntária. Todos os números serão confrontados com os cadastros da Sanepar e da Rede-Companhia Força e Luz do Oeste, informou.
Para o vice-prefeito Nei Caldas (PMDB), o censo econômico, é ''importante porque vai mostrar a realidade dos números econômicos de Guarapuava, impedindo que matérias distorcidas sejam publicadas pela imprensa'', ressalta, referindo-se aos dados da Fundação Getúlio Vargas no Mapa do Fim da Fome onde a cidade aparecia com o maior número de indigentes do Paraná. Conforme a Associação Comercial, as estatísticas foram usadas parcialmente, sem a avaliação dos dados anteriores ou o grau de evolução dos números.
O setor de alvarás da prefeitura vai alimentar o banco de dados do censo, mensalmente, informando o números de alvarás expedidos para a abertura de novas empresas em Guarapuava. Com este novo pente fino pretende-se criar uma série histórica com atualização sistemática junto ao Departamento de Alvarás do Município para a abertura de empresas, e aos contadores para comparar as baixas ocorridas.
Só neste primeiro semestre do ano, 350 empreendedores pediram alvarás para abertura de firmas em Guarapuava. A estimativa do Censo Econômico, segundo o secretário de Indústria e Comércio, Sérgio Zarpellon, é que a pesquisa feche em 4 mil empresas no Município.

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