Censo 2022 mostra contraste no emprego entre regiões do Paraná
Oeste do estado domina primeiras colocações do ranking, com ocupação acima de 66%. Norte Pioneiro tem quatro municípios entre os 15 piores
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quinta-feira, 09 de outubro de 2025
Oeste do estado domina primeiras colocações do ranking, com ocupação acima de 66%. Norte Pioneiro tem quatro municípios entre os 15 piores

O Paraná aparece entre os estados com maior nível de ocupação do país, segundo o módulo Trabalho e Rendimento do Censo 2022, divulgado pelo IBGE. O levantamento indica que 60,3% das pessoas com 14 anos ou mais estavam ocupadas, percentual acima da média nacional (53,5%) e próximo do registrado por Santa Catarina (63,5%), o melhor desempenho do Brasil.
Apesar do bom resultado estadual, os dados revelam fortes contrastes regionais. O Oeste e o Sudoeste seguem como referências na geração de empregos, impulsionados pelo agronegócio e pela indústria de alimentos. No Oeste destacam-se Entre Rios do Oeste (69,7%); Quatro Pontes (68,7%); Toledo (67,7%); Pato Bragado (67,3%); Palotina (67,0%); Medianeira (66,9%); Marechal Cândido Rondon (66,8%); Cafelândia (66,7%); Mercedes (66,5%). Já no Sudoeste, os melhores desempenhos foram de Francisco Beltrão (66,7%) e Dois Vizinhos (66,5%).
Na outra ponta, o Norte Pioneiro e o Vale do Ribeira aparecem entre os piores resultados: Sapopema (40,1%); Santa Mariana (44,5%); Jundiaí do Sul (43,7%); Curiúva (43,6%); no Norte Pioneiro; e Adrianópolis (44,9%) e Cerro Azul (44,1%), no Vale do Ribeira. Nessas áreas, a falta de diversificação econômica e o baixo nível de industrialização ainda limitam o mercado de trabalho formal.
Os piores índices, no entanto, ficaram com Flórida, no Centro-Norte (31,8%) e Rancho Alegre D’Oeste, no Centro-Oeste (35,3%).
O Noroeste chama atenção pelo contraste interno. O destaque é Porto Rico, com 71,1% da população ocupada, melhor desempenho do estado e figurando entre os 50 municípios brasileiros com índice igual ou superior a 70%. Por outro lado, Alto Piquiri (40,0%) e São Jorge do Patrocínio (43,6%) aparecem na parte inferior do ranking.
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Os dados reforçam que, embora o Paraná apresente um dos melhores níveis de ocupação do país, a realidade do emprego varia profundamente entre suas regiões, do dinamismo industrial e cooperativista do Oeste ao desafio da geração de renda no interior menos desenvolvido.
Perfil dos empregados
O nível de ocupação no Paraná foi mais elevado entre pessoas que têm de 25 a 49 anos, alcançando 80,5% na faixa de 35 a 39 anos, 80,1% entre 40 e 44 anos e 79,8% entre 30 e 34 anos. Já os menores índices foram registrados entre os adolescentes de 14 a 17 anos (15,7%) e os idosos com 65 anos ou mais (18,9%).
A população ocupada paranaense se concentrou principalmente entre trabalhadores dos serviços e comércio (18,3%), ocupações elementares (16,4%) e trabalhadores qualificados da construção e ofícios mecânicos (14,1%).
As mulheres se destacam entre profissionais de apoio administrativo (65,1%) e na área das ciências e intelectuais (61,3%). Elas também são maioria nas chamadas ocupações elementares – que são aquelas que não requerem uma qualificação específica, representando 66,4% do contingente ocupado. Em sentido oposto, as menores participações femininas foram observadas nas forças de segurança (7,8%) e entre operadores de máquinas e montadores (8,2%).
Os dados do IBGE também revelam que as mulheres do Paraná têm um nível de escolaridade mais elevado que os homens entre aqueles com ocupação. Enquanto 30,2% das mulheres deste grupo possuíam formação superior completa, entre os homens o índice foi de 18,9%%. Por outro lado, 18,1% dos homens ocupados não possuíam o ensino médio completo, enquanto entre as mulheres este percentual foi de 13,8%.
Setores
O segmento que melhor remunera os empregados no Paraná é o voltado às atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com um rendimento médio mensal de R$ 5.547. Depois, aparecem as atividades profissionais, científica e técnicas (R$ 5.215), administração pública, defesa e seguridade social (R$ 4.993) e informação e comunicação (R$ 4.291).
As menores médias de remuneração em nível estadual estão entre os profissionais que prestam serviços domésticos (R$ 1.223), água, esgoto e gestão de resíduos (R$ 1.892), atividades administrativa (R$ 2.015) e alojamento e alimentação (R$ 2.301). (Com informações da Agência Estadual de Notícias)
| Município | Taxa de ocupação |
|---|---|
| Porto Rico | 71,1% |
| Entre Rios do Oeste | 69,7% |
| Quatro Pontes | 68,7% |
| Toledo | 67,7% |
| Pato Bragado | 67,3% |
| Palotina | 67,0% |
| Medianeira | 66,9% |
| Sarandi | 66,9% |
| Nova Esperança do Sul | 66,9% |
| Marechal Cândido Rondon | 66,8% |
| Cafelândia | 66,7% |
| Manoel Ribas | 66,7% |
| Francisco Beltrão | 66,7% |
| Mercedes | 66,5% |
| Dois Vizinhos | 66,5% |
| Município | Taxa de ocupação |
|---|---|
| Flórida | 31,8% |
| Rancho Alegre D’Oeste | 35,3% |
| Alto Piquiri | 40,0% |
| Sapopema | 40,1% |
| São Jorge do Patrocínio | 43,6% |
| Curiúva | 43,6% |
| Antonina | 43,6% |
| Jundiaí do Sul | 43,7% |
| Cerro Azul | 44,1% |
| Santa Maria do Oeste | 44,4% |
| Santa Mariana | 44,5% |
| Adrianópolis | 44,9% |
| Rio Azul | 44,9% |
| Porto Vitória | 45,3% |
| Imbaú | 45,4% |


Da Redação
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