Cenouras são processadas para virar miniaturas
Os legumes em miniatura não são alimentos transgênicos. Entre os produtos encontrados hoje no mercado, parte é obtida por meio de técnicas convencionais de melhoramento, e parte é proveniente de colheitas precoces. Também existem aqueles que são processados depois de colhidos. Este é o caso das cenouras, uma das miniaturas mais comuns nos supermercados.
As cenouretes, como foram batizadas, passam por uma técnica de processamento cuja tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa Hortaliças, de Brasília (DF), em 2001. As cenouras grandes são picadas e torneadas em máquinas para ficarem no formato de cenourinhas, em torno de cinco a seis centímetros. A pesquisadora da unidade da Embrapa, Milza Lana, explica que antes disso o Brasil importava dos Estados Unidos as cenourinhas, conhecidas por babies carrots, por preços bastante elevados.
No início, as cenouretes eram feitas a partir de variedades já existentes no mercado. Era uma forma de se aproveitar as cenouras menores, que seriam jogadas das lavouras por não ter preço no mercado, conta a agrônoma. Mais tarde, a Embrapa desenvolveu variedades próprias para o processamento. O objetivo era baratear o preço ao consumidor, mas isso ainda não aconteceu.
Ainda é um produto caro, com preço de importado, em torno de R$ 18 o quilo, mas sabemos que pode ser vendido mais barato. Ainda não houve uma divulgação eficaz a fim de popularizar, avalia Milza Lana. Segundo ela, a cenourete foi criada para atender o público gourmet e também ser usada como aperitivo.
Nos Estados Unidos, o consumo é muito grande. As cenourinhas atendem o mercado fast-food. São vendidas em embalagens com várias divisões para serem consumidas no dia-a-dia. Segundo a agrônoma, a Embrapa está analisando se há perda de vitaminas durante o processamento das cenouras. Na hora da compra, ela afirma que o consumidor deve verificar se o produto está em embalagem lacrada e refrigerado. (G.M.)





