Cenário político não ameaça mudança econômica
Sobre as eleições, o relatório da Economist Intelligence Unit afirma que não mais o cenário político apresenta qualquer ameaça de mudança radical da política macroeconômica. A candidata Dilma Rousseff é descrita como uma relativamente pouco carismática ex-chefe da Casa Civil e ex-ministra de Minas e Energia que tentará defender o legado de Luiz Inácio Lula da Silva. Já seu oponente José Serra é visto como um político que, em maior ou menor grau, também defende uma estratégia de desenvolvimento movida pelo Estado.
O Brasil é colocado como a economia mais diversificada da América Latina, exportando de petróleo a aviões. As receitas com exportações quase triplicaram entre 2000 e 2010, com a ''exploração eficiente dos recursos naturais e alta de preço das commodities''. A EIU ressalta, porém, que as receitas com exportações de manufaturados recuaram proporcionalmente de 60% do total em 2000 para 40% em 2010.
Na educação, as principais fraquezas apontadas estão na formação para o mercado de trabalho. Pelo menos um terço dos investidores entrevistados diz que a falta de capacitação representa um dos principais problemas operacionais e quase metade (47%) das companhias americanas aponta este como o principal desafio do Brasil. A carência de profissionais com curso universitário é vista como um entrave. Há poucos formandos, embora eles sejam percebidos como de primeira classe. Já os estudantes de nível secundário são enquadrados entre os menos instruídos em todo o mundo. (S.V.)





