O mercado de câmbio não conseguiu se descolar de Wall Street nesta quinta-feira e voltou a fechar em alta. O dólar chegou a operar em baixa durante a manhã, mas inverteu o sinal assim que o Dow Jones começou a despencar, levando junto o Índice Nasdaq. Operadores também comentam que o fluxo cambial teria sido negativo ontem, contribuindo para a alta das cotações da moeda norte-americana.
O dólar abriu em baixa ontem, dando sequência ao movimento menos pessimista iniciado na tarde de anteontem, quando as mesas de operações registraram saldo positivo no fluxo cambial. Além disso, na manhã de ontem as bolsas norte-americanas operavam em alta, ajudando a criar um clima menos estressante.
Pela manhã, o dólar chegou a cair 0,27%, negociado a R$ 1,8360 na mínima do dia. À tarde, o mercado inverteu a mão e o dólar acabou fechando em alta de 0,38%, cotado a R$ 1,8480. Em Nova York, o Nasdaq fechou em baixa de 2,00% e o Dow Jones caiu 2 01%.
Apesar dos solavancos impostos pelo mercado acionário norte-americano, a Bovespa fechou o pregão desta quinta-feira em ligeira alta de 0,13%, com o Ibovespa somando 14.185 pontos e expressivo volume financeiro de R$ 979 milhões. Ainda que pequeno, o ganho da Bovespa merece destaque, uma vez que durante todo o dia o Dow Jones pressionou para baixo os mercados de ações.
Sob o impacto da desvalorização dos papéis da Microsoft (-6,20%) em razão do parecer pouco conclusivo sobre a divisão da empresa de Bill Gates, o Dow encerrou a sessão de ontem em queda de 211 pontos, ou 2,01%, para 10.323,9 pontos.
A Nasdaq não resistiu ao peso do Dow. Por volta das 16h, quando a queda do Dow Jones ultrapassou os 200 pontos, a bolsa eletrônica norte-americana saiu do terreno positivo para encerrar suas atividade em queda de 65,26 pontos, ou -2,00%, para 3.206 03 pontos. No mesmo horário, a Bovespa, que no seu melhor momento do dia chegou a subir 2,35%, passou a operar em queda. Mas ao contrário da bolsa eletrônica dos EUA, a bolsa paulista se recuperou.
A decisão do Copom não provocou reação alguma do mercado como era de se esperar. Já a enigmática demora da segunda parte da reunião do comitê suscitou comentários de que, possivelmente, a manutenção da Selic, sem viés, pode não ter sido unanimidade entre os diretores e chefes de Departamento do Banco Central. (Márcia Pinheiro, Mario Rocha e Francisco Carlos de Assis)

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