Cenário externo e semana de Copom tensionam mecado
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domingo, 15 de setembro de 2002
Agência Estado 
São Paulo O mercado financeiro deve retomar os negócios hoje com redobrada cautela, atento, mais uma vez, ao cenário internacional e doméstico. No plano externo, o foco de expectativas é o possível ataque dos Estados Unidos contra o Iraque. O clima de confronto entre os dois países se agravou com a recusa do Iraque, na sexta-feira, de permitir a presença de inspetores da ONU no país, um dia após o ultimato dos EUA à ONU para que haja contra Saddam Hussein, o presidente iraquiano. A reação do Iraque fez disparar os preços do petróleo e reforçou a tensão nos mercados mundiais, incluído o doméstico.
Internamente, o interesse do mercado financeiro estará voltado à divulgação de novos resultados de sondagens eleitorais e à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que, no término da reunião de dois dias na quarta-feira, vai definir o rumo da taxa básica de juros, de 18% ao ano, no momento. Em geral, as especulações sobre dados de pesquisas eleitorais predominam e ditam os rumos dos mercados na abertura dos negócios da semana.
O Instituto Vox Populi registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sexta-feira, pedido de divulgação de pesquisa a ser realizada até hoje. O resultado sobre intenções de voto captadas pela pesquisa Ibope deverá ser conhecido amanhã à noite.
Convencido de que o candidato governista José Serra deixou Ciro Gomes, do PPS, para trás e consolidou a segunda posição na corrida presidencial, o mercado financeiro quer saber a partir de agora a diferença que separa Serra de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, na liderança.


