Moeda americana perde valor entre emergentes
A quatro pregões das eleições, o dólar local foi influenciado nesta segunda-feira (1) pelo comportamento da moeda no exterior, que perdeu valor entre os países emergentes mais fragilizados, principalmente Argentina, onde a moeda caiu 4,5%, e Turquia (-2%), movimentos favorecidos pelo acordo entre Canadá e Estados Unidos para salvar o Nafta. Mas a cautela com a corrida presidencial impediu maior recuo da moeda americana. O dólar à vista terminou a segunda-feira em baixa de 0,52%, a R$ 4,0299. O dia teve noticiário carregado na política, incluindo a liberação pelo juiz federal Sergio Moro de trecho da delação do ex-ministro de Luiz Inácio Lula da Silva Antonio Palocci.

Noticiário político não causou impacto
Operadores ressaltam que a notícia praticamente não teve impacto nos preços dos ativos, porque até agora trouxe basicamente fatos já conhecidos sobre a Petrobras. Palocci afirma que Lula sabia do esquema de corrupção desde 2007. Além da delação, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou autorização para Lula dar entrevistas da prisão. O sócio gestor da Absolute Invest, Roberto Serra, avalia que o dólar está tendo um "comportamento errático" nos últimos dias, com os agentes calibrando as posições. "Essa tendência errática deve continuar esta semana." Hoje, o dólar chegou a bater em R$ 4, na mínima do dia. Na máxima, pela manhã, foi a R$ 4,06.

Bovespa fecha em baixa de 0,91%
Na contramão da alta das bolsas ao redor do mundo e do enfraquecimento do dólar ante o real, o Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,91%, aos 78.623,66 pontos. Das 65 ações que fazem parte da carteira do Ibovespa, sete terminaram o dia em alta. Já entre as quedas mais significativas ficaram com os papéis dos setores financeiro, siderúrgico e elétrico. Entre os bancos, Banco do Brasil ON perdeu 4,21% e Bradesco PN recuou 1,12%. Usiminas PNA (-3,61%) liderou entre as siderúrgicas. A exceção do dia ficou com Vale ON (+0,97%). Já Petrobras ON (-0,21%) e PN (-0,43%) tiveram as perdas limitadas pela forte valorização dos preços do petróleo no mercado internacional.
Somente na última quinta-feira (27), os investidores estrangeiros trouxeram à B3 um montante líquido de R$ 874,559 milhões. Naquele dia, o Ibovespa teve alta de 1,71%. Em setembro, até o dia 27, o saldo era positivo em R$ 2,921 bilhões

Juros futuros renovam mínimas na última hora
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular desta segunda-feira o sinal de baixa que já conduzia as taxas desde o período da manhã, tendo renovado mínimas na última hora dos negócios. O alívio de prêmios é atribuído basicamente ao bom desempenho de moedas emergentes, como o real e seus principais pares (lira turca, peso argentino e peso mexicano), o que teria estimulado uma correção ao movimento de alta na tarde de sexta-feira. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 encerrou na mínima, a 8,24%, de 8,326% no ajuste de sexta-feira, e o DI para janeiro de 2021 fechou com taxa de 9,52%, de 9,586% no ajuste anterior. A taxa do DI para janeiro de 2023 caiu de 11,125% para 11,02% e a do DI para janeiro de 2025, de 11,784% para 11,65%.

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