Em nota enviada à reportagem, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) disse que a diferença de preço por quilômetro rodado nas rodovias pedagiadas e administradas pela iniciativa privada está associada a diversos fatores. ''Entre eles está a conjuntura macroeconômica do momento em que os leilões de concessão de rodovias foram realizados'', diz a nota.
A entidade lembra que a primeira etapa do programa federal e as primeiras licitações realizadas no estado São Paulo ocorreram na década de 1990. Naquele momento, de acordo com a associação, os riscos do negócio para o investidor eram superiores aos existentes hoje. A ABRC argumenta que também não havia um ''arcabouço legal consolidado'' para as concessões e nem a agência reguladora, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
''No campo econômico, o Brasil entrava no período de sua estabilização. Mesmo assim, as taxas de juros, o Risco País e outros indicadores mostravam o risco de investimentos no longo prazo, como é o de concessão de rodovias'', justifica a assessoria de imprensa.
A entidade ainda diz ser importante considerar os diferentes modelos existentes no País para concessão de rodovias: ''com pagamento de outorga e maior exigência de investimentos contra licitação sem pagamento de outorga, menor tarifa e, normalmente, menor exigência de investimentos nas rodovias''.
Por último, a ABCR afirma que deve ser levado em consideração o ''plano de negócio de cada uma das empresas e seus interesses estratégicos por uma ou outra concessão e aspectos específicos de cada rodovia, como, por exemplo, o tráfego de veículos''. (N.B.)

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