A falta de um acordo efetivo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de uma inversão mais sólida do fluxo de capitais externos do País pode levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a adotar uma postura conservadora em sua reunião de hoje e optar por uma estratégia de redução gradual dos juros. ‘‘Não dá para falar ainda em taxas abaixo de 40% ao ano’’, disse um fonte da área econômica do governo.
Esta tendência, de acordo com esta fonte, ainda deve ser reforçada pela perspectiva de que a carta de intenções a ser assinada entre o Brasil e o FMI contenha um item que garantirá uma relação mais automática entre os níveis de reservas internacionais e as taxas de juros. ‘‘Isto será uma garantia contra especulações em torno de uma eventual possibilidade de desvalorização mais acentuada do real’’, disse.
A mesma opinião, entretanto, não é compartilhada por outros segmentos da área econômica do governo. ‘‘Não tem mais razão para termos uma taxa acima de 40%’’, disse outra fonte do governo. Segundo esta avaliação, uma taxa de juros entre 30% e 35% seria suficiente para evitar a fuga de capitais domésticos para o exterior e ainda ajudaria no esforço fiscal do governo.
BolsaA Bolsa de São Paulo sucumbiu finalmente ao aumento de pressão de venda de ações para realização de lucros acumulados em seis pregões consecutivos de alta. O Índice Bovespa (IBovespa) atravessou em queda, ontem, o pregão de ponta a ponta e fechou com desvalorização de 2,94%, em 8 mil pontos. A queda cortou a rentabilidade acumulada no mês para 13,52%.

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