Cemig quer comprar ações da Copel
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segunda-feira, 27 de agosto de 2001
Vânia Casado<BR>De Curitiba 
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) comprou um edital de participação do processo de privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e está procurando sócio para comprar as ações da estatal paranaense. De posse do edital, que custou US$ 35 mil, a Cemig está programando a visita de seus técnicos ao ''data-room'' da Copel nos próximos dias. ''A Cemig está interessada em conhecer a Copel e avaliar suas informações para uma futura decisão de compra'', afirmou o diretor de Finanças e Participação da empresa, Cristiano Corrêia de Barros.
A participação da Cemig no controle acionário da Copel pode ocorrer de forma minoritária com outro grupo interessado na privatização, informou Barros. ''A participação no data-room é uma forma de a Cemig conhecer a qualidade dos ativos da Copel'', justificou.
Para Barros, o interesse da Cemig na compra da Copel é normal, tanto quanto o interesse que a estatal paranaense teve no processo de venda das ações da empresa mineira, em 1997. Naquele ano, o governo de Minas Gerais detinha 84% do controle acionário da Cemig e promoveu um leilão de venda de 33% de sua participação acionária, ficando ainda com 51% que constitui maioria no controle da empresa.
Na avaliação de Barros, Copel e Cemig são duas empresas com excelentes ativos no setor elétrico e isto chama a atenção de grupos investidores. O diretor da Cemig disse que a estatal mineira está habilitada a participar do processo porque é considerada a maior distribuidora de energia elétrica do País, com 5,2 milhões de consumidores e participação de 11,5% do mercado de energia elétrica brasileiro. ''Como a Cemig tem diversas participações minoritárias em empreendimentos do setor elétrico, interessa participar de um consórcio interessado em adquirir o controle acionário da Copel também'', argumentou Barros.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) limita a participação acionária de empresas de energia em 20% no setor elétrico para evitar o monopólio. Toda vez que empresas acionárias manifestam interesse na compra de outras empresas do mesmo setor, a iniciativa passa pelo crivo da Aneel. A Cemig tem participação de 12,36% no setor elétrico nacional e a Copel de 5,49%. ''Portanto a soma das duas participações ainda ficaria inferior a 20%'', informou a assessoria da Aneel.


