A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) voltou ontem a integrar a lista das empresas que estão fazendo consultas aos dados e informações para a privatização da Copel. A primeira consulta da Cemig ao ''data-room'' está marcada para a próxima semana. No início do mês, o governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), havia declarado que ''razões técnicas e financeiras'' obrigavam a estatal a abandonar a disputa. Mas ao ser consultado pelos responsáveis pela sala de dados, o diretor de Finanças, Cristiano Corrêa de Barros, teria dito que o interesse se mantém.
O diretor teria dito que ''foi uma especulação da imprensa'' a notícia da desistência. Mas sua declaração vai contra a própria afirmação que Itamar teria feito em Juiz de Fora. As assessorias do governo mineiro e da Cemig também confirmaram a informação, na época.
Com a volta da Cemig, apenas a Électricité de France (EDF) figura como empresa que desistiu da privatização. Mesmo assim, ela pretende acessar as informações do data-room, pois não conseguiu receber os US$ 35 mil que havia pago para fazer as visitas. A Cemig também não receberia o dinheiro de volta. A norte-americana AES pretende visitar as usinas da Copel, na próxima semana.
Desde ontem, o manual de oferta das ações aos empregados da Copel está disponível na Internet ou na Secretaria da Fazenda. O documento orienta como proceder no caso da compra das ações, que poderão ser adquiridas com deságio de 50%. Todo funcionário da ativa e aposentados têm direito a comprar as ações.

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