A Sercomtel S/A não vai mais cobrar taxa de habilitação do telefone celular em Londrina. A medida, adotada para a Campanha Celular na Mão, passa a valer definitivamente, segundo Walter Campanelli, diretor de marketing e de serviços da Sercomtel. A taxa era de R$ 327,00. Na campanha, cerca de 1,2 mil pessoas preencheram propostas para habilitação de telefones celulares.
A promoção - que dá prazo de pagamento de até 10 meses - faz parte da estratégia da Sercomtel para ocupar o máximo do mercado de telefonia celular de Londrina. A Sercomtel, que desistiu de participar da licitação que selecionará as empresas que vão explorar a telefonia celular na Banda B, quer dificultar as ações de seu futuro concorrente.
Walter Campanelli diz que, em meados do ano passado, a empresa montou um grupo apenas para desenvolver ações para identificar e preencher todas as brechas possíveis do mercado. ‘‘Isso faz parte da ação defensiva para proteger nosso mercado. Um dos serviços lançados foi o Reducel, voltado para pessoas que utilizam o celular à noite ou nos finais de semana. Neste ano, devemos lançar outros produtos’’.
Campanelli diz que, segundo o IBGE, a população economicamente ativa de Londrina é formada por 180 mil habitantes. ‘‘Destes, 26% ganham acima de cinco salários mínimos. Estamos considerando como potenciais usuários de celular cerca de 20%. Assim, para ocuparmos todo o mercado londrinense precisaríamos habilitar mais 10 mil aparelhos já que, atualmente, temos 26 mil em funcionamento’’.
Das pessoas inscritas para habilitação do celular, 550 esperam na fila pela entrega dos aparelhos. Os equipamentos, fabricados nos Estados Unidos, aguardam liberação alfandegária em Cumbica - aeroporto de Guarulhos, segundo Campanelli. São 650 aparelhos parados na alfândega. A previsão é que sejam liberados hoje e, até sábado, estejam habilitados.
O atraso na liberação dos aparelhos é o responsável pela atual demora na habilitação dos celulares em Londrina. Algumas pessoas esperam há sete dias pela chegada e habilitação dos aparelhos. O problema atinge apenas os interessados em adquirir o modelo digital DH 368 da Ericsson Telecomunicações, de acordo com o diretor.
O sistema de telefonia celular funciona em Londrina desde o final de 1992. Até hoje, Campanelli diz que havia demora nas habilitações apenas no final de 95, quando os interessados esperaram entre dois e três meses. ‘‘Desde então, o prazo voltou a ser de 24 horas’’.
Lançada na abertura da 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, a campanha Celular na Mão gerou cerca de 150 negócios por dia durante o período de feira. ‘‘Agora, o movimento deve cair para cerca de 70 negócios diariamente’’, prevê Campanelli. Ele garante que a promoção não tem data marcada para acabar.

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