A Sercomtel já se prepara para enfrentar a concorrência na telefonia celular em Londrina. A empresa lançou ontem, na Infotech’98, o novo modelo de comercialização. São três planos diferentes de pagamentos para os usuários do serviço, divididos em: fala pouco, fala médio e fala muito. Os pacotes têm tarifas e franquias diferentes.
Desde ontem, todos os usuários do serviço em Londrina foram incluídos no pacote ‘‘fala pouco’’, que prevê uma franquia de 25 minutos por mês (tempo de utilização do telefone), pagando uma assinatura básica de R$ 35,94. Quem exceder este tempo paga a tarifa de R$ 0,33 por minuto extra. Neste plano, o usuário tem direito a três serviços agregados a ser escolhidos - dois do grupo 1 e um do grupo 2 (confira no quadro).
O pacote ‘‘fala médio’’ prevê uma franquia de 70 minutos por mês, com assinatura básica de R$ 48,70, tarifa de R$ 0,31 por minuto excedido, além de quatro serviços agregados, sendo dois do grupo 1 e dois do grupo 2. O pacote ‘‘fala muito’’ tem uma franquia de 150 minutos por mês, assinatura básica de R$ 69, valor de R$ 0,28 por minuto extra e seis serviços - dois de cada grupo. Os interessados podem se inscrever nestes dois planos através do telefone 1404.
A Sercomtel diminuiu o preço da tarifa por minuto, que era de R$ 0,37, com o novo modelo de comercialização. A redução é de 20% no caso da primeira opção; 21% na segunda e 25% na terceira. Com os três pacotes, a empresa espera conseguir um aumento de 20% no número de celulares até outubro de 1999. Atualmente, a Sercomtel mantém cerca de 30 mil aparelhos em funcionamento na cidade e tem base instalada para atender até 60 mil celulares.
‘‘A intenção da Sercomtel é otimizar o dinheiro gasto pelos usuários’’, diz Rubens Pavan, presidente da empresa, que concedeu entrevista à imprensa ontem à tarde para falar sobre o novo modelo. Para lançar os três pacotes, a Sercomtel fez uma pesquisa com os cerca de 30 mil usuários desde janeiro deste ano. ‘‘Analisamos todas as contas e agora estamos enviando correspondências a todos os usuários, recomendando qual o plano mais econômico para cada um’’.
Em Londrina, existem sete celulares para cada grupo de 100 habitantes. A média nacional é de 2,8 celulares por centena de habitantes. A receita obtida pela empresa no segmento celular é de R$ 3 milhões por mês. ‘‘O fala muito representa mais de 50% deste faturamento’’, calcula Pavan. Segundo ele, no primeiro semestre deste ano a Sercomtel teve um incremento na receita de 19% em relação ao primeiro semestre do ano passado. A receita bruta da empresa no primeiro semestre deste ano foi de R$ 13.377.879,10 milhões na telefonia celular e R$ 67.591.699,50 na telefonia fixa. No ano passado, o faturamento total foi de R$ 124 milhões.
O consórcio Globaltelecom, que vai começar a explorar a Banda B da telefonia celular a partir do próximo mês no Paraná (incluindo Londrina) e Santa Catarina, deverá ter uma tarifa média de R$ 0,33 e oferecer serviços segmentados. Por exemplo, os usuários que utilizam mais o celular na parte da manhã pagarão tarifa menor neste período e maior à tarde e à noite. O presidente do Globaltelecom, Francisco Loureiro, disse à Folha , no mês passado, que o consórcio deverá atender 700 mil usuários nos dois estados nos próximos três anos. Em Londrina, terá capacidade para atender 15% deste total.

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