Até o fim do ano, o consumidor deverá estar comprando celular mais barato e de melhor qualidade (digital) que os telefones em operação hoje no País, onde predomina a tecnologia analógica. A previsão é de especialistas da área. Eles apostam que até dezembro já estarão disponíveis linhas habilitadas pela Banda B, dando início à competitividade no setor. Hoje, os aparelhos são habilitados apenas pela Banda A, operada pelas estatais (a conversão para digital poderá ser feita, no futuro, por R$ 21,00).
Essa perspectiva não deve desestimular, contudo, o consumidor a inscrever-se no novo cadastro da telefonia celular. Isso porque a previsão é de que o edital de licitação para a venda da Telesp seja publicado no início do segundo semestre. Dada a largada da privatização, a empresa deve começar uma corrida contra o tempo para adequar seus serviços e tabela de preços às novas condições de mercado.
O superintendente da Telesp Celular, Gilson Rondinelli, comenta que essa readequação da Telesp é inevitável com a privatização do setor de telecomunicações. E acrescenta que o consumidor que puder optar pelo melhor entre os dois sistemas será beneficiado. Por isso, vale a pena estar inscrito na Telesp.
Especialistas estimam que, um ano após o início de maior competitividade, o valor da taxa de habilitação pode recuar à metade. E a tendência de queda gradual deve ser mantida nos anos seguintes para, em três ou quatro anos, o valor da habilitação no Brasil chegar próximo do cobrado no Chile (R$ 20,00). Existe expectativa de recuo também do valor da tarifa, embora em prazo mais longo e mais lentamente. Quedas expressivas devem ocorrer apenas quando a privatização do setor estiver consolidada, em quatro anos.
Os avanços projetados pelo mercado de telefonia celular, sobretudo o recuo dos preços, estão levando os executivos do setor a apostar na extinção dos negócios dessas linhas no segmento livre em um ano, no máximo.
Em Londrina, os usuários já utilizam o serviço digital.

mockup