Curitiba Um dia depois ter admitido que não iria mais comprar a energia velha da Copel, através da venda direta, as Centrais Elétricas de Santa Catarina S/A (Celesc) foi às compras no leilão das geradoras federais e conseguiu comprar 50 Megawatts Médios (MW) anuais da Copel. A Celesc argumentou que a compra de energia em leilão é um procedimento regular homologado pela Aneel.
O diretor da Celesc, Carlos Henrique Ramos Fonseca, reafirmou, ontem, que a Celesc considera extinto o termo de compromisso com a Copel para compra direta, mesmo porque esse termo estava em vigor somente até a realização do leilão das empresas federais, que foi ontem. Além disso, ''há a hipótese de a Aneel não homologar a venda direta de energia da Copel''.
Na venda direta, a Tradener ofertou à Celesc um volume de 356,66 MW de energia por ano por um período de seis anos e fixou o valor em R$ 75,00 o MW. No leilão, a Celesc comprou pouco mais de 10% da energia velha disponível da Copel e pagou R$ 70,00 o MW. Além disso, pesou também um impedimento. A Copel ainda não tem autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para fazer a venda direta. A Aneel informa que tem 45 dias para se manifestar sobre esse contrato.
O gerente de Assistência de Planejamento e Comercialização de Energia da Celesc, Gilberto Kunz, estava satisfeito com a iniciativa da empresa catarinense em comprar energia em leilão. Segundo ele, houve pouca concorrência em função do excesso de oferta de energia para o curto prazo, principalmente para o período 2003-2004. Desse modo, a Celesc fez um mix, comprando energia da Copel e da Chesf (Centrais Hidrelétricas do Vale do São Francisco). A Chesf vendeu 10 MW médios anuais, por um período de quatro anos. Por esse contrato, a Celesc vai pagar R$ 48,51 por lote. O valor da energia da Chesf, em relação à Copel, é inferior porque o período do contrato é mais curto, por isso a Celesc comprou mais da Copel.

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