A ceia de Natal, com 19 produtos, este ano apresentou uma variação de 2,69% em relação ao ano passado em Londrina. Entre os itens mais caros, as carnes e as bebidas vão pesar no bolso do consumidor, com variações de 11,37% e 7,39%, respectivamente, aponta pesquisa realizada no início do mês pelo economista Flávio Oliveira dos Santos, professor do curso de Administração da Faculdade Pitágoras. Além disso, o economista alerta que, a esta altura, os preços já começam a ficar mais altos.
No ano passado a ceia de Natal custava R$ 212,81 e este ano subiu para R$ 218,54. A linguiça toscana, o pernil de cordeiro e o pernil temperado foram os produtos que apresentaram maior encarecimento. A linguiça toscana foi a campeã, 37,63% mais pesada no bolso do consumidor, o pernil de cordeiro 28,79% e o pernil temperado 21,39%. Na média, a variação nas carnes é de 11,37%.
As bebidas tiveram um aumento de 7,39% nos preços, com a cerveja e o vinho lambrusco no topo da lista (19,83% e 15,49% respectivamente). Os panetones também apresentaram alta de 8,48% (o de caixa) e 2,84% (de sachê).
No total, apenas cinco itens, da lista de 19 produtos, apresentaram queda nos preços - a alcatra, o vinho lambrusco, o espumante, a azeitona e o leite condensado. O leite condensado está 6,74% mais barato e a azeitona, -14,68%, Os dois produtos puxaram os valores da cesta de Natal para baixo.
''O que vai fazer diferença para o consumidor é comprar antecipado'', avisa o professor Oliveira. De acordo com ele, o aumento dos preços atende a regra geral da oferta e da demanda: com mais gente a procura de produtos e os estoques diminuindo, os preços tendem a subir. Além disso, o consumidor corre o risco de não encontrar mais o que procura. Outra opção é aguardar até a véspera, quando os supermercados fazem a oferta dos produtos que não foram vendidos. ''Mas existe o risco de não sobrar, e sim faltar''. Para a véspera, o mais indicado é deixar para comprar apenas os extras.
O aumento dos preços também foi percebido pelos consumidores. ''A gente sente isso no bolso. A ceia vai ficar um pouco mais salgada'', declara a bacharel em Direito Norma Beatriz Capistrano Moreira, que espera 10 pessoas para a ceia de Natal em sua casa. Como estratégias para fazer economia, ela diz que procura comprar, por exemplo, refrigerantes na promoção - em maior quantidade com preços mais acessíveis. ''Mas tem que ter qualidade'', ressalva.
Com o mesmo propósito, pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) com itens diferentes da ceia de Natal registrou aumento de 5,98% entre 2010 e 2011, saltando de R$ 161,96 para R$ 171,65. Dos 13 alimentos que compõem a cesta, apenas quatro tiveram seus preços reduzidos no período. As quedas foram observadas no preço do pacote de arroz de cinco quilos, do lombo, azeite de oliva (500 ml) e do vinho (750 ml).
De acordo com nota da FGV, o resultado é considerado bom porque, embora o preço médio da cesta de Natal tenha aumentado na comparação com o ano passado, o reajuste ficou abaixo da inflação. Entre dezembro do ano passado e novembro deste ano, o IPC/FGV subiu 6,29%, ou 0,31 ponto porcentual acima da variação do conjunto dos principais produtos da ceia de Natal.
Na lista de preços que subiram neste ano estão a batata inglesa, a cebola, o bacalhau, o frango especial, o panetone, as nozes e o tender. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Ceia de Natal será mais salgada
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