O Natal de 2001 terá uma mesa farta de produtos nacionais e escassez de importados por conta da variação cambial. A indústria de alimentos, otimista, já se prepara para as negociações com o varejo, mas tem pela frente o desafio do reajuste de preços. Peru, pernil, tender, chester e panetone podem chegar ao consumidor custando até 10% a mais que no ano passado. Mas representantes do varejo não arredam pé e ameaçam trocar de fornecedor se houver aumentos abusivos. Apesar da ''guerra de preços'', a indústria projeta elevar as vendas em 10% sobre 2000.
Nildemar Secches, presidente da Perdigão, não tem dúvidas de que a alta do dólar, que anda na casa dos 40% no acumulado do ano, irá encarecer os produtos natalinos importados. ''O consumidor, com certeza, trocará o bacalhau, que já subiu cerca de 50%, por uma carne nacional'', comemora Secches.
A Sadia, líder nas vendas de peru, prevê um Natal farto. Luiz Murat, diretor financeiro e de relações com os investidores, diz que a variação cambial irá favorecer as vendas de produtos nacionais. A empresa espera um volume 10% superior às do Natal passado'', afirma. (AE)

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