Cegonheiros protestam fim de contrato com a Renault
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terça-feira, 23 de abril de 2002
Rosana Félix Equipe da Folha 
Curitiba Cerca de 50 cegonheiros da Transportes Gabardo ficaram acampados ontem em frente aos portões de acesso da fábrica da Renault, em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, para protestar pelo fim do contrato da montadora com a Gabardo. Há um mês os caminhoneiros fizeram manifestação semelhante, que só foi interrompida quando a empresa de logística da Renault, CatLog, se comprometeu em rever o contrato. Porém, a CatLog confirmou a recisão em carta enviada aos cegonheiros.
Os motoristas da Gabardo promoveram a manifestação em frente à Renault a partir da zero hora de ontem, e a previsão era ficar 24 horas no local. Cerca de 80 policiais militares estavam na frente da montadora desde o fim-de-semana, cumprindo liminar obtida pela CatLog ainda em março, quando as manifestações barraram a passagem de veículos pelo local. No final da tarde os cegonheiros fizeram uma carreata até o centro de Curitiba. A intenção era protestar em frente ao Palácio Iguaçu, mas os cegonheiros foram barrados pela Polícia Militar, por causa da manifestação de professores.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Cegonheiros do Paraná, Afonso Rodrigues de Carvalho, seria feita uma assembléia ontem à noite para definir os rumos da manifestação. Poderemos ficar mais tempo, dependendo da posição. Isso aqui vai virar um campo de guerra, afirmou.
A Gabardo não disponibilizou ninguém para falar sobre o assunto ontem. De acordo com comunicado da empresa publicado em jornais, a transportadora se sentiu lesada pela recisão do contrato e por isso ingressou com ação cautelar contra a CatLog na 3ª Vara Cível de Curitiba. De acordo com o presidente da empresa, Sérgio Gabardo, que assina a nota, diz que o fim do contrato vai causar 200 demissões e pede a intervenção do governo do Estado no caso.
Segundo o diretor para Relações Externas da CatLog, Adolfo Di Bernardo, o contrato com a Gabardo acabou em março, quando foi feito um aviso prévio à transportadora afirmando que o contrato não seria renovado. A questão do fim da relação com a Gabardo é explicitamente técnica, afirmou.


