CEF vai liberar R$ 61 mi para habitação em Curitiba
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quarta-feira, 10 de maio de 2000
Emerson Cervi De Curitiba 
Na próxima segunda-feira, 15, será assinado convênio para construção de cinco mil unidades habitacionais para famílias de baixa renda nos 25 municípios da Região Metropolitana de Curitiba. Com recursos de R$ 61 milhões, esse será o maior programa de investimentos em habitação popular na região nos últimos anos. Devido ao volume de recursos, a Companhia Habitacional do Paraná (Cohapar) vai participar do projeto em parceria com a Companhia Habitacional de Curitiba (Cohab).
O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Emilio Carazzai, estará em Curitiba para assinar o convênio com o governador Jaime Lerner (PFL) e com o prefeito Cassio Taniguchi (PFL). Segundo o secretário de Estado da Habitação, Rafael Dely, o governo está buscando outras fontes de recursos para a continuidade do programa habitacional na região metropolitana nos próximos anos.
Temos recursos garantidos para o primeiro ano do programa, mas pretendemos continuar por mais três anos, totalizando 30 mil unidades até 2004, explica Dely. O objetivo do programa é atender a demanda crescente por casas para famílias com rendimento mensal entre três e oito salários mínimos. Teremos recursos para todos os 25 municípios, mas o número de unidades para cada um deles vai depender as informações sobre as demandas necessárias.
Existem grandes diferenças de demanda por habitação popular nesses municípios. O programa e os terrenos são da Cohab de Curitiba, a Cohapar vai ajudar no desenvolvimento dos projetos. Os municípios mais populosos receberão uma quantidade maior de casas. Curitiba ficará com mil unidades, São José dos Pinhais, 450, Colombo, outras. Araucária, Campo largo, Pinhaise Almirante Tamandaré terão 350 unidades cada um. Os demais municípios vão receber quantidades menores.
A previsão de Dely é que no segundo ano sejam construídas mais oito mil casas, no terceiro e quarto anos mais 8,5 mil em cada um. O projeto prevê a construção de moradias diversificadas, sobradinhos e prédios de apartamentos. Assim como já fizemos no Moradias Cabo Frio, em Londrina, não haverá mais aqueles conjuntos habitacionais padronizados, cada família vai poder optar pelo projeto que achar melhor, explicou.


