Com o início da comercialização do gás veicular em postos de combustíveis de Curitiba, a partir do início de abril, a Caixa Econômica Federal pretende reativar sua linha de financiamento para conversão de motores. O crédito foi lançado em maio do ano passado, mas ficou no esquecimento devido ao atraso no fornecimento do produto. O empréstimo da Caixa vale apenas para os taxistas, devido a convênio assinado com o Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários do Paraná.
Os taxistas podem financiar até 90% do valor do equipamento necessário para que os carros rodem movidos a gás natural veicular. As oficinas credenciadas pelo Instituto de Pesos e Medidas do Paraná (Ipem) cobram de R$ 2,5 mil a R$ 3 mil para fazer a mudança. Em São Paulo, a adaptação pode ser feita por R$ 1,7 mil.
O financiamento tem de ser pago num prazo de 24 meses. Neste período há uma correção de 4% ao ano mais 9,5% da TJLP (Taxa de Juros a Longo Prazo). Não há período de carência. O taxista faz a compra do equipamento numa oficina e leva a nota fiscal para a Caixa Econômica. O banco vai liberar o dinheiro direto para a oficina, após comprovação de que o serviço foi feito.
Adaptar o motor do carro para o uso do gás veicular representa economia no bolso. Segundo a Companhia Paranaense de Gás (Compagás), o motorista economiza 60% em relação ao gasto com gasolina e 50% sobre o álcool. Motoristas que costumam rodar muito com os carros conseguem tirar o dinheiro investido na conversão em seis meses.
O problema para quem optar pela mudança é ainda a falta de postos que oferecem o gás. Em Curitiba, há apenas o Posto Chu que venderá o combustível, a partir da primeira semana de abril. A Compagás estima que serão dez postos com gás natural veicular até dezembro.
Em todo o País há 120 mil carros movidos a gás. A estimativa é que o combustível ultrapassará o álcool até 2005, quando haverá 1 milhão de carros movidos a gas, ou seja, 5% da frota. Em todo o País, está ocorrendo uma conversão média de 6 mil carros ao mês.

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