CEF reduz os juros para casa própria
CEF reduz os juros para casa própria
Taxas cobradas nos financiamentos através de poupança vinculada - o poupanção - caem de 12% para 10,5% ao ano
Agência Estado
Arquivo FolhaPolítica de governoPedro Malan com Sérgio Cutolo: estímulo à poupança interna e ao setor da construção civilA Caixa Econômica Federal (CEF) reduziu as taxas de juros cobradas dos financiamentos imobiliários concedidos através da poupança vinculada à compra da casa própria - o chamado poupanção. As taxas cobradas saíram de 12% ao ano
para 10,5% ao ano. As mudanças nas regras foram anunciadas ontem no Rio de Janeiro pelo ministro da Fazenda, Pedro Malan, juntamente com o presidente da CEF, Sérgio Cutolo. A variação anual da Taxa Referencial (TR) continua, como previa o modelo original do poupanção, a incidir também sobre o empréstimo liberado pela CEF, além dos juros.
Outra mudança nas regras do poupanção é o fim do sorteio para a liberação da carta de crédito. No modelo original, o tomador depositava durante 12 meses o valor equivalente à prestação que seria paga pelo financiamento contratado, mas deveria esperar um sorteio que acontecia a partir do 13º mês até o 24º mês depois da abertura do poupanção. Com a mudança, a carta de crédito sairá imediatamente após um ano de depósitos.
Malan explicou que a CEF chegou à conclusão técnica de que tinha condições de liberar as cartas de crédito sem a limitação do sorteio e de que poderia reduzir as taxas de juros. O ministro lembrou ainda que a facilitação do empréstimo segue também um dos principais objetivos do governo, que é estimular a poupança interna privada e garantir o desenvolvimento da atividade da construção civil.
Isso faz parte de uma política mais ampla de estímulo à poupança e (...) de estímulo a atividade da construção civil, afirmou. O ministro ressaltou que a ampliação da concessão de cartas de crédito vinculadas à compra de imóveis residenciais tem altas implicações na geração de empregos diretos e indiretos na construção civil e no ritimo de atividade da economia.
Cutolo informou que mais de 27 mil pessoas, que tem poupança programada para fins de aquisição da casa própria, receberão até o fim do ano as cartas de crédito, incluindo as do poupanção e da Poupanca Azul Imobiliaria. O presidente da CEF disse que, sem a mudança nas regras, menos de 10 mil pessoas receberiam as cartas esse ano. Isso, em função do limite de liberação do crédito imposto pelo sorteio.
Com base na projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em relação ao número médio de pessoas por residência, que é de 4,5, a CEF estima que 120 mil pessoas serão beneficiadas com a liberação do empréstimo para os 27 mil poupadores. Este empréstimo tem prazo de 15 anos para quitação, com valores de financiamento que vão até R$ 120 mil.
O presidente da CEF informou que o montante total de recursos liberados chegará a cerca de R$ 900 milhões, considerando que a média das cartas de crédito solicitadas é de R$ 30 mil. Cutolo ressaltou que, em junho, 10 mil pessoas ja receberão a carta de crédito solicitada. Este total corresponderá a cerca de R$ 300 milhões em liberação de empréstimo para o poupanção.
Cutolo informou ainda que poupança vinculada tem hoje R$ 290 milhões de recursos e que todas as poupanças da CEF têm cerca de R$ 24 bilhões. A carteira de financiamento da CEF do sistema brasileiro de poupança e empréstimo, que tem como fundo a poupança, é de R$ 33 bilhões, segundo ele.
Além dos poupadores que já estão há um ano no programa da poupança programada, todos os novos participantes serão beneficiados com a mudança. Excluindo os poupadores da Poupança Azul Imobiliária, existem 11.027 beneficiados no poupanção. Mas já existem 6.195 contas novas ativas no poupanção, que passarão a receber cartas de crédito no próximo ano.





